ESG e Mudanças climáticas - Estratégias empresariais

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Insights

09/02/2022

ESG e Mudanças climáticas - Estratégias empresariais

A corrida das empresas para integrar a sustentabilidade ao modelo de negócio

Fenômenos cada vez mais frequentes e intensos como ondas de frio ou calor, estiagem ou temporais no Brasil e em todo globo  preocupam e fazem um alerta de que algo está errado no clima. A Conferência do Clima das Nações Unidas – a COP26 –realizada em Glasgow na Escócia, em novembro de 2021, chamou atenção do mundo para a importância de conter as causas e os impactos do aquecimento global. Durante o encontro, também foram assinados compromissos independentes para contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa e atuar sobre as mudanças climáticas. 

Todas as nações foram alertadas para o risco do aquecimento global e o Brasil reviu o compromisso de reduzir 50% de suas emissões de gases  de efeito estufa até 2030 (tendo como base o ano de 2005). Além da meta, o governo brasileiro apresentou diretrizes para a agenda voltada à neutralidade climática. Entre as medidas, estão a restauração e o reflorestamento de 18 milhões de hectares de florestas até 2030; a inclusão de 45% das energias renováveis na composição da matriz energética; e a recuperação de pastagens degradadas.  

Ainda não se sabe como essas ações devem ser colocadas em prática.  Mas, o fato é que o clima é uma preocupação global e também o tema central das organizações que estão empenhadas em cumprir a agenda ESG. Por isso, as mudanças climáticas se tornaram urgentes para a próxima década e prioritária para os CEOS.  

Empresas brasileiras reconhecem impacto nas operações provocado pela mudança do clima. 

Segundo o Relatório do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA) divulgado em 2022 pelo governo, a maioria das empresas brasileiras reconhece que suas operações podem ser afetadas pelo clima. 59% dos participantes disseram que possuem algum plano ou estratégia de adaptação à mudança do clima. As principais medidas de adaptação envolvem: ampliação da cadeia de fornecimento, busca por fontes alternativas de matéria-prima, busca por autonomia hídrica e outras iniciativas como reuso, conservação de ecossistemas e da biodiversidade, restauração florestal, geração de energia por fontes alternativas, análises de risco e desenvolvimento de estudos e de planos de crise. Ainda de acordo com o relatório, a falta de conhecimento sobre os impactos e os resultados a longo prazo estão entre os principais motivos citados pelas empresas que ainda não adotaram nenhuma dessas medidas.  

Diante da urgência, muitas organizações têm buscado implementar ações que estejam alinhadas com práticas que gerem resultados para a redução da emissão de gases de efeito estufa. O desafio é grande e as empresas precisam trabalhar para cumprir as propostas a curto, médio e longo prazo.  

As mudanças necessárias envolvem planejamento estratégico, não acontecem da noite para o dia e exigem uma transformação na cultura da empresa.  

De acordo com especialistas do setor, apenas as companhias que têm o tema como prioridade conseguirão ter crescimento econômico e prosperidade. A responsabilidade dessa transição para um mundo mais sustentável é de todos nós.  

 

FGV In Company e FGVces – Iniciativas Empresariais - Ciclo 2022: ESG e Mudança do Clima  

Há quase uma década, o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV possui um espaço para o aprendizado, reflexão, inovação de conhecimento voltado para o desenvolvimento sustentável.  

Para ajudar as empresas nesse percurso, o FGV In Company em parceria com o Centro de Estudo em Sustentabilidade – FGVces apresenta o ciclo 2022 das Iniciativas Empresariais. Uma rede que reúne empresas de diferentes setores para promover o acesso ao conhecimento, a partir de pesquisas e trocas de experiências sobre os avanços e desafios da gestão empresarial para sustentabilidade. 

O objetivo, segundo os organizadores, é reunir a teoria e a prática de empresas de diversos setores e contribuir para o desenvolvimento de estratégias, políticas e relações que fortaleçam as agendas socioambientais. Sempre com foco nos negócios e na transição para uma economia verde, de baixo carbono e socialmente justa.  

Esse ano o programa está focado no tema ESG e Mudança do clima. Podem participar empresas de diversos setores e áreas, incluindo profissionais que atuam na área de sustentabilidade da empresa e outras áreas estratégicas, como ESG. A participação será predominantemente em formato on line, com duração de 8 meses 

No percurso, os colaboradores indicados pelas empresas participarão de encontros, oficinas e mesas redondas com especialistas o aprofundamento em como clima se reflete na agenda ESG, quais as boas práticas no estabelecimento de metas para a redução de gases de efeito estufa e ferramentas que possam apoiar as empresas no processo decisório na agenda.   

Para saber mais sobre FGV In Company - Iniciativas Empresariais e Ciclo 2022, acesse o material completo aqui. 

 

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