Liderança de times remotos: desafios atuais e futuros

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Insights

Mulher de costas participante de reunião remota em vídeo
26/07/2021

Liderança de times remotos: desafios atuais e futuros

A transição para o trabalho virtual era uma tendência que vinha se desenvolvendo ao longo da década, com registros de experiências positivas principalmente em áreas específicas. Repentinamente, o trabalho remoto em escala se tornou uma realidade e rapidamente pessoas e organizações tiveram que se adaptar.

O cenário trouxe uma série de desafios, dentre eles a liderança e gerenciamento de times remotos. Vale lembrar que essas duas competências, liderança e gerenciamento, são essenciais para um bom desempenho das equipes e, apesar de parecerem semelhantes, são diferentes entre si.

Saiba quais são os aspectos que as diferenciam e como se ajustar às mudanças instauradas neste artigo!

Principais diferenças entre gerenciamento e liderança

O gerenciamento cuida das ações instrumentais, tais como monitoramento de processos, acompanhamento de resultados, avaliação de desempenho e alcance de metas. Já a liderança exige uma relação mais complexa e dinâmica como a que vivemos atualmente.

Afinal de contas, não é possível acompanhar diretamente o indivíduo que trabalha em home office como se fazia no espaço físico do escritório; mas é possível influenciar as pessoas que você lidera, guiando-as no propósito pelo qual estão trabalhando.

Para o professor adjunto do departamento de administração geral e de recursos humanos da FGV EAESP, Anderson de Souza Sant’Anna, as mudanças aceleradas pela pandemia têm forçado os gestores a desenvolverem a capacidade de liderança. “A flexibilização das estruturas e das relações de trabalho têm crescido e com essas novas configurações organizacionais, temos mudanças sociais e tecnológicas que vão demandar novas maneiras de gerenciar e liderar”.

Com a 4ª revolução industrial, a tendência é que os avanços tecnológicos substituam boa parte do trabalho do gestor, mas a capacidade de liderança não pode ser substituída por algoritmos, pois combina habilidades subjetivas de lidar com outros seres humanos.

Como liderar e gerir times remotos

É crucial entender o novo contexto em que estamos inseridos: antes, havia uma rotina de trabalho e ritos de passagem entre a vida pessoal e profissional. Agora, com o trabalho remoto em alta escala, essas duas esferas se misturam muito facilmente.

Por isso, para liderar times remotos, é preciso saber lidar com as pessoas compreendendo as circunstâncias nas quais elas estão inseridas.

Para o professor Sant’Anna, ser líder é a capacidade de lidar com a subjetividade. “É preciso lidar bem com a diversidade, ter inteligência emocional, se autoconhecer para liderar outros, segurar situações de furo. Além de desenvolver competências relacionais e sociais, como a capacidade de escuta, alteridade, empatia e ambidestria”.

As competências de gerenciamento necessárias também mudam no trabalho remoto. O gestor precisa dominar as ferramentas do mundo digital para se comunicar de maneira efetiva, planejar e coordenar as atividades num contexto de trabalho mediado pela tecnologia.

Novas oportunidades se abrem para a busca da alta performance nas equipes e combinar habilidades socioemocionais com a capacidade de gerenciamento no ambiente digital serão fundamentais neste novo contexto.

Aprendizados sobre liderança e gerenciamento com organizações em operação na China

No artigo A blueprint for remote working: lessons from China (Um projeto para o trabalho remoto: lições da China em português), especialistas da Mckinsey & CO observaram as organizações que estavam operando na China e sofreram o primeiro impacto da pandemia, realizando a migração para o trabalho remoto em alta escala no início de 2020 e identificaram algumas lições básicas para o gerenciamento e liderança nesse contexto. É preciso levar em conta quatro dimensões para um modelo de trabalho eficiente:

  1. Pessoas: Defina uma direção e ajude os funcionários a trabalharem com eficácia. É preciso energizar as pessoas e oferecer “segurança psicológica” — reforçando o propósito em comum e gerando leveza com reuniões informais de videoconferências para se conhecerem melhor. Aumentar níveis de interação ajudam gestores a inspirar e dirigir sua equipe mesmo que ela esteja geograficamente separada.
  2. Estrutura: Evite a falta de clareza na comunicação que pode ser gerada pelo trabalho remoto. Em vez de equipes grandes e isoladas, opte por equipes pequenas e multifuncionais de cinco a nove pessoas com objetivos claros e baseados em resultados. Como mencionado, o impacto da tecnologia leva a estruturas mais flexíveis e horizontais, alinhadas com os princípios de organizações ágeis.
  3. Processos: Redesenhe os processos para adequá-los à nova realidade. O trabalho remoto em alta escala trouxe várias oportunidades para impulsionar a digitalização e eliminar burocracia.  Mantenha uma rotina de reuniões agendadas diária e semanalmente. Reúna sua equipe uma vez por semana e deixe que as pessoas falem sobre o que está ou não está funcionando. Isso ajuda a ser empático e manter um diálogo construtivo que aumente a produtividade.
  4. Tecnologia: Primeiro, os gestores precisam verificar se o funcionário tem os recursos necessários para o trabalho, como uma banda larga que seja suficiente para trabalhar o dia todo e o acesso a ferramentas que possibilitem a criação de conteúdo, videoconferência, compartilhamento de arquivos, comunicação baseada em canal, gerenciamento de backlog e cultura de equipe. Depois, é importante utilizar a tecnologia como aliada para potencializar o trabalho e integrar a equipe.

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