Transformação Digital e Educação Corporativa: desafios e boas práticas

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Insights

Uma profissional de pé se apresenta para outros três profissionais sentados ao redor de uma mesa numa sala de reuniões com grandes janelas de vidro
15/07/2021

Transformação Digital e Educação Corporativa: desafios e boas práticas

Ao longo dos anos, cada vez mais organizações têm dedicado seus investimentos na busca pela inovação e pela transformação digital, tendo como base as práticas e tendências da Educação Corporativa.

Em meio a um cenário de profundas mudanças, a educação corporativa também se viu diante de um novo desafio: ultrapassar os obstáculos impostos pela Covid-19.

Isso porque as limitações criadas pelo vírus foram muitas, entre elas a descentralização de equipes. Além disso, o fluxo de contato, a troca de informações e a adaptação fora do ambiente convencional de trabalho, foram certamente dificultadas, exigindo medidas inéditas para a resolução dessas questões.

Continue lendo e saiba como a Petrobras fez uso da educação corporativa para superar obstáculos e performar melhor em meio a um contexto de pandemia e o que dizem os especialistas sobre os desafios e boas práticas!

Aceleração da inovação com a pandemia

Transformação digital e busca pela inovação são temas centrais dos executivos e organizações que buscam os melhores resultados em seus negócios.

No webinar “Transformação digital: Digitalização da jornada de T&D - o case da Universidade Petrobras”, realizado pelo FGV In Company, profissionais de diversas áreas dentro da Universidade Petrobras apresentaram os desafios e as vantagens de inovação e tecnologia dentro da organização.

Apesar de considerada um case de sucesso quando se trata de educação corporativa, a Universidade Petrobras precisou lidar com um obstáculo nunca imaginado: a pandemia da Covid-19. Com isso, veio também a pergunta de como manter o avanço tecnológico e a especialização dos colaboradores em um cenário pandêmico.

A pandemia pode ter sido o primeiro contato de muitas organizações com soluções digitais e transformações tecnológicas, afinal de contas, não houve outra saída. No entanto, negócios que já investiam na formação digital corporativa, ou que já integravam soluções digitais ao dia a dia das equipes, como é o caso da Petrobras, sentiram menos o impacto.

Além disso, para Robert Nunes, Gerente Geral de Transformação Digital, transformar os colaboradores em protagonistas da inovação digital, ajuda a apresentar o avanço como mais que uma demanda, e sim uma oportunidade de crescimento e participação dos profissionais.

Tecnologia e Inovação na prática

A inovação e a transformação digital trazem mudanças na cultura e no DNA da organização, melhorando diversos aspectos corporativos. Ou seja, não basta apenas inserir aparatos tecnológicos na rotina dos colaboradores ou ter um ensino a distância, é preciso que a digitalização da jornada de treinamento e desenvolvimento de talentos vá muito além.

Ao longo dos anos, o FGV In Company se deparou com diversos objetivos como: resolução de problemas, aumento do valor agregado e da agilidade em escala, liberação da hora/homem, entre outros.

Isso fez com que o estímulo e o investimento nas equipes fossem feitos em direção a uma mudança de mindset, posicionando o colaborador como um empreendedor em busca da resolução de problemas por meio do desenvolvimento de produtos executáveis. Dessa forma, alinhada às transformações, há também a mudança cultural corporativa.

Desafios e tendências da transformação digital no mercado

De acordo com André Miceli, professor e coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da FGV, os treinamentos e desenvolvimentos voltados para a área de tecnologia e inovação enfrentam as mesmas barreiras que os treinamentos de outras áreas.

“Existe um desafio tradicional na educação executiva que é preencher um gap dentro da academia, onde as teorias são produzidas, e o mercado, onde a prática é feita muitas vezes sem que haja teoria fundamentando”, explica.

A diferença, para ele, está na maneira como o conteúdo desse treinamento é aplicado, pois no caso da tecnologia ele se torna menos tangível. Além disso, a maior barreira enfrentada pelas corporações ao implantar inovação e tecnologia durante a crise da Covid-19 é a descentralização. “É muito mais difícil montar planos de treinamento e desenvolvimento com equipes que estão descentralizadas, das que estão lidando com as angústias desta descentralização”.

Diante deste cenário, empresas e instituições precisam ser criativas e dedicadas para driblar os danos que a falta de compartilhamento de experiências ao vivo pode gerar.

Mudança cultural e de mindset

Outra parte importante do processo de implantação de tecnologia no ambiente corporativo é a mudança de mindset das equipes. “O processo de construção de cultura é certamente um dos processos mais lentos e complexos que uma empresa vai percorrer, mas é fundamental, ainda mais no momento em que vivemos, que ele seja executado.”, afirma Miceli.

Sendo assim, manter os valores e missões alinhados durante um processo de inovação é vital para realizar uma integração digital bem-sucedida. “Essa coerência entre o que a empresa diz que ela é, e o que ela é de fato, é uma questão fundamental para estabelecer uma cultura. Na inovação acontece do mesmo jeito”.

Talentos dentro de casa

Quando questionado sobre o treinamento interno dos colaboradores, Miceli acredita que a melhor maneira de implementar inovação digital é unindo talentos internos ao conhecimento externo.

 “A diversidade tende a ser a chave dessa equação. Assim como ter pessoas com backgrounds diferentes, mas que compartilham dos mesmos valores é importante para uma empresa, ter gente que vem do mercado, que já está associado à prática da inovação, mas que entra para fazer parte do time é tão importante quanto desenvolver esse processo dentro de casa”.

O modelo de integração proposto pelo coordenador já é prática no mercado, e o principal serviço do FGV In Company, que possui um programa focado para a resolução de desafios organizacionais reais: o FGV Action.

O que vem pela frente

André Miceli também revelou quais soluções digitais estão por vir e quais são as maiores apostas tecnológicas do mercado em um futuro próximo:

  • Soluções por voz;
  • Intensificação do uso da tecnologia 5G;
  • Mudança de performance das redes e estabilidade das conexões;
  • Maior valorização da opinião do consumidor/ usuário para criação de soluções, produtos e serviços.

Segundo o professor, as inovações e transformações tecnológicas são uma via de mão dupla, estimuladas não apenas pelas empresas, mas pelos consumidores. Ou seja, os dados coletados a partir das experiências dos usuários com um produto ou serviço, podem nortear o planejamento de uma empresa, gerando uma relação bastante proveitosa para o mercado.

“Esse processo de retroalimentação faz com que as empresas que enxergam melhor o seu usuário, sejam capazes de entregar tecnologia e inovação de uma forma mais eficiente (...). Os dados que podem ser coletados hoje em dia são um insumo muito importante para que essa retroalimentação aconteça.”, informa o coordenador.

Uma forma de aliar esses processos com o treinamento integral de toda a rede de colaboradores é com a adoção de práticas de educação corporativa, que podem alavancar o desempenho das equipes, proporcionando mais resultado e mais satisfação do corpo de funcionários.

Se você quer implementar soluções em sua organização atreladas a um ensino corporativo de qualidade e renome, o FGV In Company pode ajudar.

Acesse nosso site para saber mais e ter acesso a outros conteúdos sobre educação corporativa.

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