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51º CONARH – Terceiro dia reforça desafios e caminhos para o futuro da gestão de pessoas
Com debates sobre inclusão, saúde mental, sucessão e inovação, o evento mostrou que liderar em tempos de mudança exige coragem, intencionalidade e equilíbrio entre resultados e desenvolvimento humano.
O terceiro dia do 51º CONARH trouxe reflexões potentes sobre os rumos da gestão de pessoas em um mundo de mudanças aceleradas. A manhã foi marcada por discussões que desafiam as organizações a repensarem seus modelos de atuação e assumirem compromissos mais consistentes com inclusão, inovação e bem-estar.
Entre os destaques:
- Serviços de RH em evolução, com novos modelos de atendimento apoiados em dados e People Analytics para trazer mais eficiência e personalização.
- Diversidade e inclusão no centro da estratégia, com Rony Santos, Gerente Sr. de D&I do Grupo Boticário, lançando uma provocação: “Estamos prontos para tratar metas de inclusão como metas financeiras?”. A resposta foi clara: depende. Empresas que avançam por propósito genuíno estão prontas; as que seguem apenas tendências, não. Rony reforçou ainda o apelo para que “não desistamos, mas juntemos forças” e destacou o peso da saúde mental para grupos sub-representados diante da resistência e da regressão em políticas de DEI.
- Capitalismo consciente em debate, questionando a necessidade de transitar para um capitalismo mais criativo e orientado para a comunidade, indo além da lógica tradicional de performance.
- Desenvolvimento contínuo de pessoas, com foco no lifelong learning e na adaptação constante às reinvenções do mercado.
- Comportamento e dados de pessoas, explorando como alinhar perfis comportamentais à inteligência analítica.
- Ambidestria organizacional, refletindo sobre como explorar novos caminhos sem perder a eficiência do que já funciona.
- Tecnologia e agilidade em processos de RH, destacando como IA e inovação podem simplificar operações.
- Legislação trabalhista, trazendo à tona os desafios e oportunidades em um cenário regulatório em transformação.
A manhã mostrou que o futuro do trabalho exige coragem para encarar dilemas complexos: inovar sem perder o humano de vista, transformar sem desistir do que é essencial.
A programação da tarde reforçou a centralidade da saúde mental, da inclusão e da preparação de lideranças para o futuro do trabalho. A FGV também marcou presença em uma das arenas apresentando os resultados detalhados da pesquisa “Panorama de Programas de Desenvolvimento de Lideranças 2025”, conduzida pelo FGV In Company, que trouxe evidências sobre o paradoxo do desenvolvimento de líderes: a necessidade de equilibrar a pressão por resultados imediatos com o investimento consistente em competências para o longo prazo (acesse o estudo completo aqui).
Entre os debates, destacaram-se:
- O papel das empresas na transformação social e na responsabilidade compartilhada com a sociedade.
- As práticas de sucessão em posições de média liderança, com aprendizados sobre como identificar e desenvolver talentos.
- A urgência em lidar com riscos psicossociais, conectando saúde mental a desafios legais e de gestão.
- A experiência da pessoa colaboradora em ambientes digitais, explorando o uso de dados e inovação para promover desenvolvimento e engajamento.
- A importância de alinhar inclusão de pessoas com deficiência à produtividade organizacional.
No painel sobre sucessão de média liderança, Camila Berteli (Unilever) destacou que “RH tem que ter intencionalidade. Líderes mais seniores precisam ter visibilidade de quem são os talentos – e não existe o talento perfeito, todos têm defeitos. O que importa é formar pessoas com visão sistêmica, preparadas para competir em um mundo global.” Ela também ressaltou a força do talento brasileiro, marcado por dinamismo e coragem, e a importância da rede de relacionamentos como fator-chave para a sucessão.
A presença da FGV no 51º CONARH reforça seu papel estratégico na construção de conhecimento aplicado à gestão de pessoas. Ao apresentar pesquisas inéditas e contribuir para o debate sobre liderança, inovação e inclusão, a instituição reafirma seu compromisso em apoiar organizações e profissionais na compreensão dos dilemas atuais e na preparação para os desafios do futuro do trabalho.

