Metaverso na educação: Quais são as vantagens e os desafios?

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Insights

23/09/2022

Metaverso na educação: Quais são as vantagens e os desafios?

Gerar uma experiência interessante que provoque engajamento. Esse é o foco de muitas universidades e escolas que buscam atrair a atenção de seus alunos. Para isso, a tecnologia oferece muitas ferramentas como inteligência artificial, robótica e até o metaverso. Todas elas prometem causar um grande impacto nas salas de aula.

Atualmente, um dos caminhos mais falados para essa experiência é o metaverso. O termo surgiu em 1992 com livro Snow Crash, que descreve a vida de um entregador de pizzas que vira senhor do universo em um ambiente de realidade virtual. No livro, as pessoas utilizam avatares para explorarem o mundo online e fugir e suas realidades. Anos mais tarde, em 2003, a moda foi o “Second Life” - umjogo de simulação em 3D que levava jogadores a uma nova vida, sem limites para a criatividade.

Hoje, o metaverso pode ser explicado como a união do mundo real com o virtual. Um espaço que reúne realidade virtual com interação social, gamificação, digitalização da economia e geração de negócios. E esse novo mundo ganhou ainda mais espaço durante a pandemia.  Segundo uma pesquisa do Instituto Kantar Ibope Media, 6% dos brasileiros que usam a internet já transitam por alguma versão do metaverso.

Mas, além do setor de entretenimento, certamente a área da educação deve ganhar muito com essas novas possibilidades, onde professores e instituições de ensino poderão usar a gamificação nas atividades com os alunos, aumentando as interações e participações no processo de aprendizado.

Para Mary Murashima, que é Diretora de Gestão Acadêmica do Instituto de Desenvolvimento Educacional - FGV IDE, o metaverso chega em um momento que há uma demanda de mudança no perfil de aprendizagem. “Os alunos querem experimentar e viver novas experiências que chamamos de “hands on” ou mão na massa e o mundo virtual cria esse espaço para uma nova forma de ensino”, avalia.

A professora destaca que existem muitas oportunidades interessantes de ensino no mundo digital. “Alunos e professores viajam virtualmente para outras épocas e lugares; e um estudante de medicina pode, por exemplo, entrar de uma sala de cirurgia para acompanhar todo o procedimento dos médicos”, explica. A professora ressalta que o metaverso também oferece possibilidades de experimentar novos comportamentos e isso contribui com o processo de aprendizagem. “Atualmente estamos trabalhando em dois projetos aqui na FGV que utilizam realidade virtual. Nossa ideia é trazer para o aluno, que faz o curso a distância, a experiência de visitar alguns locais e empresas virtualmente. O outro projeto que estamos avaliando é a criação de uma comunidade ou um campus virtual para que os estudantes que fazem os cursos EAD possam ter mais interação mesmo estando longe”, explica Mary. 

Na educação corporativa não é diferente. Mary acredita que, com as experiências customizadas, é possível criar simulações, tornar a capacitação mais real e próximo do mundo físico, gerando conexão entre os participantes. “São muitas as possibilidades até mesmo em cursos como o de negociação e liderança. Nosso objetivo é aproveitar esse espaço para que os estudantes, ao criarem seus “avatares”, possam passar por diferentes experiências que agreguem valor ao processo de aprendizagem”, conclui.

Por enquanto, os equipamentos como os óculos de realidade aumentada ainda são caros e um dos desafios é o alto custo em relação ao limitado número de usuários.

Apesar do custo, muitas empresas estão investindo nesse mercado. Especialistas afirmam que existem grandes possibilidades de monetização de conteúdo dentro desse mundo virtual; seja através dos jogos, ou da publicidade de marcas e produtos e até mesmo shows e eventos em estádios e outros locais. O Facebook, por exemplo, criou a Meta, para investir no desenvolvimento de tecnologias de imersão no universo virtual. Já a Microsoft comprou uma desenvolvedora de videogames para criar produtos exclusivos para o metaverso. Enfim, praticamente todas as grandes empresas ligadas a inteligência artificial, armazenamento de dados ou computação estão entrando nesse novo segmento.

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